Residente Evil 5

13 de janeiro de 2009 por jksantos  
Categoria PS3, XBOX 360

O jogo

Resident Evil 5 é a seqüência da renomada franquia que criou o gênero “horror survival” (ação com elementos de terror). O título segue uma mecânica bastante semelhante ao seu antecessor, com um sistema de movimentação e mira que favorece o combate. Os inimigos, conseqüentemente, vão ser mais rápidos, espertos e numerosos.

A trama desta vez se passa na Somália, em um vilarejo situado em um deserto. O protagonista, Chris Redfield (o mesmo do primeiro jogo da série), é membro de uma organização e investiga lá estranhos acontecimentos ocorridos dez anos após os eventos em Racoon City — narrados pelos três primeiros Resident Evil.
Porque na africa
Em entrevista para a publicação japonesa Famitsu, Jun Takeuchi, produtor de “Resident Evil 5″, explicou por que o game se passa em algum lugar da África. O motivo é revelar as origens do vírus que há tanto tempo estão sendo combatidos nas edições anteriores do game.
“Nós partimos do fato de que realmente queríamos mostrar as origens do vírus. Então, para o cenário, nós pensamos, que tal o lugar onde a humanidade nasceu?”, declarou Takeuchi. “Bem, eu não sou um cientista, então eu não sei como as coisas poderão mudar no futuro, mas nós pensamos em usar a África, que é chamada hoje de local do nascimento da humanidade, como modelo”, continua.
“Resident Evil 5″ se passa dez anos depois do fim do grupo policial S.T.A.R.S. O game deve trazer mais informações sobre o personagem principal, Chris Redfield, e o que ele fez durante todo esse tempo.

GamePlay

Pouca inovação

No quesito visual, “Resident Evil 5″ mostra que é uma superprodução: os personagens são detalhados, com destaque para os itens, agora carregados nas roupas. A iluminação é outro ponto forte, impedindo, por exemplo, de enxergar com clareza quando o sol está na cara do personagem. Os inimigos também possuem muitos detalhes, o que não deixaria de ser diferente se tratando de um jogo para PlayStation 3 e Xbox 360.
O grande problema é que a animação dos “zumbis” é exatamente a mesma de “Resident Evil 4″. Ao atirar nos inimigos, a reação ao impacto da bala utiliza a animação do game anterior. O mesmo acontece ao matar os adversários. O controle de Chris também não sofreu alterações. Além dos mesmos comandos para atirar e correr, por exemplo, a movimentação é dura e limitada. Ainda é impossível atirar e se movimentar ao mesmo tempo, tendência inversa da maioria dos jogos de tiro em terceira pessoa da atualidade, e ao correr, é comum fazer o personagem esbarrar em uma parede e ficar a mercê dos inimigos.

Mudanças bem-vindas

A maior mudança fica por conta da colega de Chris nessa aventura: Sheva Alomar. Buscando inspiração em “Resident Evil Zero”, lançado em 2005 para o GameCube, ela participa efetivamente das batalhas, eliminando adversários, entregando munição extra e curando o herói em momentos críticos. Sheva é tão importante que o game termina caso ela morra. Por isso, alem de dividir munição, você deve protegê-la das investidas inimigas. Quando ela necessita de ajuda, uma indicação aparece na tela e, pressionando L2 (no caso da versão de PS3, testada pelo UOL), a câmera revela exatamente onde ela está. Assim, você pode tanto atirar de longe nos adversários quanto chegar próximo a eles para salvar a pele da garota.
A Inteligência Artificial da moça impressiona. É comum vê-la combatendo zumbis ao invés de fugir do seu lado. Mas caso queira que ela lhe acompanhe, basta pressionar Círculo. O mesmo comando próximo de um item faz com que ela o pegue – afinal, haverá muitos problemas quando ela fica sem nenhuma munição.
A possibilidade de equipar e usar itens talvez seja o quesito que mais tenha sofrido alterações. O que antes exigia pausar o game e entrar na tela de inventário para equipar uma arma, por exemplo, agora é feito em tempo real. Ao fazer isso, no entanto, o personagem não pode se movimentar, dando tempo para os adversários o atacarem sem dó. O botão triângulo é o responsável por abrir a janela do menu. Mas, caso você já tenha um bom conhecimento do seu inventário, basta pressionar o direcional digital para escolher o item desejado, sem nenhuma indicação na tela.

Personagens

Sheva e Chris são os heróis do próximo Resident Evil. O quinto capítulo da meada principal do survival horror da Capcom apresenta-se desde o primeiro momento como uma experiência cooperativa, algo que poderá agradar sobretudo aos veteranos que já não têm disposição para ultrapassar sozinhos um jogo deste calibre de fio a pavio.

Sheva e Chris terão em mãos mais uma tarefa complicada, sempre rodeados de perigos e humanos alterados que os querem morder. A rotina de qualquer Resident Evil. O trabalho de equipa assumirá um papel de enorme destaque. É preciso gerir bem o fluxo de munições, a distribuição do armamento e até a forma como nos deslocamos no cenário. Com a I.A. como companheira, podemos dar algumas ordens. Apanhar munições, pedir itens e armas ou em caso de desespero apelar pela injecção milagrosa que nos dá uma segunda hipótese de vida.
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