Prince of Persia: The Fallen King
“Prince of Persia: The Fallen King” é uma espécie de versão miniaturizada de “Prince of Persia”, jogo para Xbox 360, Playstation 3 e PC, que teve a missão de reiniciar a mitologia da clássica série de aventura para as plataformas atuais. Pensando nas limitações do hardware do Nintendo DS, a Ubisoft resolveu usar uma base de plataforma bastante conservadora, adicionando apenas o controle sensível da caneta stylus para dar um ar mais moderno e uma apresentação ainda mais leve do que a do novo game para os consoles de mesa e computador.
Lutando em dupla
O Príncipe, aqui, ainda deve livrar sua terra da ameaça de uma criatura sobrenatural chamada Ahriman, que está se libertando e irá trazer todo tipo de corrupção para o planeta. A bela Elika, que se mostrou o grande trunfo do novo “Prince of Persia” ao salvar o herói de todos os perigos, continua presente na trama, mas infelizmente não é tão essencial para a mecânica. Ela perde espaço para um novo personagem chamado Magus, que foi tocado pela escuridão de Ahriman e serve como contrapeso para o protagonista em vários momentos.
Em uma série de painéis estáticos, somos apresentados ao enredo que justifica uma grande variedade de cenários, que vão desde cidades a florestas, passando por labirintos e desertos. Os gráficos são poligonais, mas dispostos de maneira a emular os antigos jogos de plataforma, com direito a muitos saltos, rolamentos e combates característicos do gênero e da franquia – assim como um pequeno gerenciamento dos dois heróis. Temos assim uma boa mistura de elementos clássicos que lembram o original da década de 80, com um ar dos novos tempos.
Como “Prince of Persia” é uma marca importante para a Ubisoft, a produção é de primeira linha, mesmo que para um jogo relativamente simples. Temos então uma apresentação caprichada, com gráficos coloridos, boas animações e um design de personagens simpático, que deforma e infantiliza os novos visuais da série para agradar um público mais amplo.
| Grande aventura |
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O grande problema de “Prince of Persia: The Fallen King”, no entanto, está em seus controles. A Ubisoft resolveu colocar todo o poder na caneta stylus, onde todos os comandos ficaram concentrados. Para andar, você clica em algum ponto próximo do herói na tela; para correr, clica em algum ponto distante; para atacar, dá toques sobre o inimigo; caso queira rolar, dá toques próximo ao obstáculo a ser ultrapassado, e por aí vai.
É um sistema curioso, mas que nunca se torna muito prático ou preciso. São comuns as falhas de comunicação com a interface – o jogo nem sempre interpreta bem o ponto que a caneta tocou, deixando momentos triviais, como o de correr para saltar um simples buraco, bastante frustrantes. Como não há a opção de utilizar o bom e velho controle digital, ações comuns e corriqueiras assim acabam realizadas na base da tentativa e erro. O jogador logo se vicia a ficar batendo com caneta por várias vezes sobre a tela na esperança de que algum toque seja reconhecido da forma correta, no tempo certo, e que outros sejam ignorados. Um defeito gravíssimo em um estilo em que a precisão é fundamental.
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