Need for Speed Undercover

17 de dezembro de 2008 por  
Categoria Destaques, PS3

“Need for Speed” é uma franquia que já tem 14 anos e pode ser considerada uma série clássica. Desde 1997, o título recebe pelo menos uma edição por ano. Em sua história, a série viveu altos e baixos, e o mais recente destaque da franquia foi “Most Wanted”, de 2005. Mas, de lá para cá, “Need for Speed” foi descendo a ladeira, na mesma velocidade dos possantes carros que costumam aparecer em seus games, e parece ter atingido um dos pontos mais críticos com “Undercover”.

“Need for Speed Undercover” não traz novidades e nem evolui as idéias implementadas por seus antecessores. Pelo contrário, em muitos aspectos, houve um retrocesso, e alguns dos problemas comprometem seriamente o game: não é concebível, hoje em dia, uma queda de taxa de quadros tão vertiginosa, principalmente na edição para PlayStation 3.

Explorar para quê?

A mais recente edição de “Need for Speed” retoma o esquema de ter uma cidade aberta para exploração, algo que foi deixado de lado em “ProStreet”, de 2007. Mas, com o aparecimento de games como “Test Drive Unlimited”, “Midnight Club: Los Angeles” e “Burnout Paradise” (este, da própria Electronic Arts), o mapa expansivo de “Undercover” foi colocado em xeque: enquanto os concorrentes obtiveram sucesso fazendo com que a exploração de uma grande área urbana seja prazerosa, dirigir por Tri-City é como andar por uma cidade fantasma.

Conheça seus adversários

Felizmente, o jogador não precisa ficar circulando até encontrar um evento para participar: basta pressionar um botão que o game leva o jogador até à corrida mais próxima. Mas as provas e missões nem sempre acontecem no mesmo mapa do modo de exploração. Em muitas corridas, muitos acessos são fechados, formando circuitos ou pistas lineares. Enfim, é mais uma demonstração da inutilidade do mapa aberto do game, pois mesmo os eventos que acontecem numa pista aberta requerem uma nada breve tela de “loading” para preparar o cenário.

Como o título sugere, o protagonista é um agente infiltrado, que tenta desbaratar uma gangue motorizada que participa de corridas ilegais e se envolve com tráfico de drogas. O enredo está mais para pretexto para o jogador sair rasgando nas ruas e detonando outros policiais. Também é uma oportunidade para mostrar atrizes esbeltas, como Maggie Q (“Duro de Matar 4.0″), a “need for speed girl” da vez, tudo num clima de filme B.

Polícia e bandido

O jogo tem seus momentos. Existem pistas engenhosas que trazem várias rotas alternativas, algumas bem escondidas. Entre as missões, se destacam aquelas em que é preciso ficar à frente de um concorrente e enfrentando tráfego, e as cuja exigência é escapar da polícia. Como em “Burnout”, dirigir perigosamente traz “prestígio” ao protagonista, que o faz se aproximar cada vez mais de grupos criminosos. Andar na contramão, tirar “fina” de carros e correr sem se acidentar são algumas das ações que rendem pontos. As perseguições policiais, que estão na origem do game, representam algumas das melhores partes do game, principalmente quando o objetivo é causar danos ao patrimônio público. O multiplayer é simples, com desempenho online apenas regular, mas o modo de polícia versus ladrão diverte.

Se você está procurando desafio, fique longe de “Undercover”. O game, que não tem seleção de nível de dificuldade, é muito fácil. Geralmente, nas corridas, o jogador vence praticamente de ponta a ponta com uma vantagem incrível, mesmo que esteja a bordo de uma “carroça” e competindo entre os mais possantes Corvettes e Lamborghinis. Somente as missões em que não se dar perda total no carro possui alguma dificuldade, pois, quando não é o jogador que bate, tem um policial fazendo isso por você. Se estiver num aperto, pode-se ativar o speedbreaker, que deixa a ação mais lenta (e ainda mais fácil)

Mo-vi-men-to qua-dro a qua-dro

Fuja da polícia

O problema mais sério do game é seu desempenho instável. A taxa de quadros, em geral, não é ruim, mas pode cair bastante. No Xbox 360, mesmo nos piores momentos, não chega a influenciar a mecânica de jogo (apesar de incomodar), mas, no PlayStation 3, pode ir ao patamar de quadro a quadro. Também não é incomum, no console da Sony, travar o jogo por instantes quando acontece um acidente. No PC, o problema é menos perceptível, desde que o nível de detalhes do game esteja condizente com a qualidade da placa de vídeo. O jogo também tem erros de programação: em determinado momento, o carro atravessou o chão e foi caindo para o infinito. A alternativa foi recomeçar a corrida.

Visualmente, “Undercover” agrada. Certamente, para os padrões de hoje, os gráficos podem ser considerado simples, mas o design da cidade é bom. Mas faltou dar vida aos ambientes, pois há poucos carros e nenhum pedestre. Com desempenho pífio, há poucos objetos na tela: nas corridas, não há praticamente nenhum tráfego; só em provas como a corrida mano a mano e nas perseguições policiais, aparecem vários veículos nas pistas. A parte sonora tem mais sorte: o ronco dos motores transmite potência e a trilha musical casa bem com o estilo urbano do game.

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